Programa Corredor entra com três novos parceiros em Belém, Pará; 36 projetos apoiados, R$4,3 milhões investidos

Com novos parceiros, Programa Corredor fortalece ações socioambientais na Amazônia | Hydro

Com novos parceiros, Programa Corredor fortalece ações socioambientais na Amazônia

O anúncio das entradas do Instituto Igarapé, ofi e Instituto Peabiru ocorreu durante a II Semana do Clima da Amazônia

O Programa Corredor, iniciativa projetada à promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia, tem três novos parceiros: Instituto Igarapé, a ofi (Olam Food Ingredients) e o Instituto Peabiru. As instituições formalizaram a parceria durante a II Semana do Clima da Amazônia, em Belém, no Pará.

Lançado em 2024, pela Hydro, o Programa Corredor já conta com financiamento do Fundo Hydro, Mercedes-Benz e Mitsui & Co. e Fundação Mitsui e é conduzido em parceria com Imazon, IPAM, Embrapa e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia. As ações do programa são realizadas em sete municípios do Pará, uma região que abriga uma rica biodiversidade e comunidades diversas.

A entrada das três novas organizações fortalece as bases técnicas, de comercialização e de salvaguardas sociais do programa.

A ofi, líder global no fornecimento de ingredientes naturalmente bons para a indústria de alimentos e bebidas, ingressa no Corredor para potencializar os sistemas agroflorestais apoiados pelo programa. O Instituto Igarapé, centro de pesquisa que desenvolve pesquisas, soluções e parcerias para impactar políticas públicas, vai conduzir um diagnóstico nas áreas de segurança pública e direitos humanos. Já o Instituto Peabiru, organização que fomenta os direitos sociais e ambientais na Amazônia, apoiará o mapeamento e a qualificação de iniciativas locais, conectando projetos comunitários ao fortalecimento de cadeias produtivas prioritárias da bioeconomia.

Para Carolina Graça, diretora do Instituto Igarapé, a conexão entre segurança pública, direitos humanos e agenda climática é o que garante a viabilidade do desenvolvimento regional. “A nossa contribuição vem para somar segurança aos investimentos sustentáveis, em clima e natureza. Estamos juntos para catalizar forças, unindo a expertise de cada um para gerar transformação multissetorial”, explica.

Victor França, gerente de Sustentabilidade da ofi: “Compartilhamos nossa experiência, em um primeiro momento, para apoiar o desenvolvimento de uma estratégia produtiva de restauração. Isso levou ao convite para integrar o Comitê Diretivo (Steering Committee) do Programa Corredor e colaborar na definição de seus próximos passos, participando da seleção de novos parceiros, projetos e organizações responsáveis pela implementação.”

Além disso, ele destacou a importância de incluir representantes da indústria e do setor privado diretamente ligados aos produtos que serão gerados. Esse envolvimento é fundamental para garantir acesso ao mercado e assegurar a viabilidade econômica dos projetos no longo prazo. No caso da ofi, isso está relacionado ao cacau que será produzido por meio de sistemas agroflorestais.

João Meireles, diretor do Instituto Peabiru, reforça a necessidade de aproximar as comunidades da iniciativa privada com foco em direitos humanos. “Agregamos essa questão na prática cotidiana com a agricultura familiar. É uma caminhada que nos deixa muito felizes por ver a atração de mais empresas que podem somar e fortalecer o território”.

Durante o evento, foi realizado também com um ato simbólico de assinatura para celebrar o início da execução dos projetos contemplados no primeiro edital do Programa Corredor. O programa apoia 36 projetos sustentáveis e de base comunitária com investimento total de R$ 4,3 milhões e execução de 8 a 12 meses nos municípios paraenses de Abaetetuba, Acará, Ipixuna do Pará, Moju, Paragominas e Tomé-Açu.

Gilberto Nobumasa, filho de agricultores e CEO da Fortparaoil, startup selecionada na categoria de Aceleração para fortalecer a rastreabilidade de óleos vegetais em Acará, trouxe um relato contundente sobre a realidade local. Gilberto explicou como a semente do cupuaçu, que antes se estragava e era descartada, hoje vira uma manteiga altamente valorizada pela indústria de cosméticos.

“Para a agricultura familiar, o acesso ao capital tradicional é quase impossível. Quando participamos de um edital como o Corredor, com uma governança que te segura pela mão e orienta nos documentos, acontece a verdadeira democratização do acesso ao capital. Quem vai financiar a Amazônia são os projetos locais que geram e distribuem riqueza”, afirmou Nobumasa.

Ele destacou ainda a importância da mentoria em gestão: “Não adianta apenas entregar um equipamento para uma mini-indústria na Amazônia; precisamos de gestão de suprimentos e de produção para atender ao mercado internacional. Precisamos ‘amazonizar’ a indústria”.

A Hydro é uma empresa líder em alumínio e energia renovável, comprometida com um futuro sustentável. Com o objetivo de criar sociedades mais viáveis, desenvolve indústrias que importam para as pessoas e para a sociedade. Desde 1905, a Hydro transforma recursos naturais em soluções e negócios relevantes de forma inovadora, criando um local de trabalho seguro para 32.000 empregados em mais de 140 unidades e 40 países. No Brasil, a Hydro está presente em toda a cadeia de valor do alumínio, com quase 7 mil empregados. Atuando desde a extração de bauxita, produção de energia renovável, refino de alumina, produção de alumínio e extrusão, oferece conhecimentos e competências únicas para indústrias da construção, automotiva e de embalagens, entre outras.

Publicado: 4 de agosto de 2026

Ato simbólico marca a assinatura dos 36 projetos contemplados pelo 1º edital do Programa Corredor durante a II Semana do Clima da Amazônia, em Belém. Foto: Fundo Hydro